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Finalística, Causalística e Programática

     Escrevo aqui meus entendimentos de "finalística, causalística e programática" com base no aprendido em sala de aula a partir do texto "Nosso Programa" de Vilém Flusser.

    O ser humano é um ser racional, sendo assim, observa o mundo sensível e interpreta possíveis explicações para os fenômenos captados. No entanto, não há uma única maneira de compreender o funcionamento da realidade. Flusser, em seu texto, destaca três: a visão finalística, a causalística e a programática.

    Para a finalística, a pergunta que importa é "para quê?", porque essa corrente entende que a regra da existência é a busca de um ideal, um fim. Por exemplo, na ideia "o sentido da vida humana é o aperfeiçoamento de seu espírito", há uma finalidade, "aperfeiçoamento do espírito", para uma determinada ação/coisa, "a vida humana". Existe um motivo e uma meta.

    Por outro lado, o embasamento da lógica causalística é o de causa e consequência. Segundo essa linha, determinadas situações podem ser explicadas a partir de determinados acontecimentos prévios que levaram as coisas a serem como são. É científico e racionalizante: "O comportamento de uma pessoa depende de suas experiências sociais e psicológicas". Dessa forma, conclui-se que certas "experiências sociais e psicológicas" levam a um certo comportamento.

    Outra maneira de enxergar as coisas é através da programática, cuja essência é o reconhecimento de que tudo é acaso. Não um acaso qualquer, mas um que haveria de acontecer em algum momento dependendo das condições para isso. Essa visão leva seus seguidores a uma possível descrença na Política e na História _ domínios predominantemente da finalística _, já que ela implica a liberdade de fato como inconcebível. Em questões mais práticas, a programática é cada vez mais presente nas tecnologias de informações, uma vez que os aparelhos se autonomizam, isso é, funcionam mais independentemente de seus programadores (quebra da relação causalística e finalística).

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